terça-feira, 31 de agosto de 2021

Bicentenário do nascimento de Anita Garibaldi é comemorado com ações em memória da heroína em SC

Foto: FCC/Reprodução

Se Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva, ou Anita Garibaldi, estivesse viva, estaria comemorando nesta segunda-feira (30) 200 anos de existência. Vítima de febre tifóide, a heroína morreu em 4 de agosto de 1849. Mas, desde então, seu nome é lembrado e homenageado.

Para contar sobre a história e legado de Anita Garibaldi, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) realizou mostra de filmes, colóquio, mostra literária e uma exposição durante o mês de agosto para celebra-la. As ações podem ser vistas aqui (veja mais sobre a história de Anita Garibaldi abaixo).

"Guardiãs de Anita"

Há cinco anos um grupo de mulheres decidiu valorizar e defender a trajetória de Anita Garibaldi. As Guardiãs de Anita participam de eventos, com apresentações que envolvem música e teatro.

"Nós fomos pra Itália, cantamos lá, fomos para o Uruguai e também ao Rio Grande do Sul. Agora nós estamos com a menina Anita nas escolas, que é uma boneca de pano que levamos para as escolas ensinando sobre a história de Anita", diz a coordenadora do grupo Guardiãs de Anita, Ivete Scopel.

A Rosa de Anita

Uma das ações empreendidas pelo Instituto CulturAnita, para celebra o seu bicentenário, foi desenvolver, junto a um botânico italiano, a espécie chamada “A Rosa de Anita”, que está sendo plantada nos municípios por onde Anita passou.

O tio morava em Lages, mas teve a casa incendiada pelas tropas imperialistas em 1837 e precisou se mudar para Laguna e morar com a família do Sul. Com ele, Ana Maria passou a reforçar os ideais de liberdade, igualdade, justiça e dignidade humana.

Mesmo contra sua vontade, ela precisou casar aos 14 anos com o sapateiro Manoel Duarte Aguiar, um ferrenho seguidor da monarquia. Alguns anos depois, Manoel foi embora para Florianópolis para servir as tropas imperiais, e deixou Ana Maria em Laguna. Essa é uma das versões das histórias recontadas pelos historiadores e defendida por Adílcio Cadorin, autor da obra “Anita - A guerreira das repúblicas”.

Giuseppe e a revolução

Era julho de 1839 quando David Canabarro e Giuseppe Garibaldi lutavam pela Revolução Farroupilha e receberam a missão de conquistar Laguna e proclamar a República Juliana, que se estendeu pelo planalto sul catarinense.

Depois da batalha vitoriosa, o italiano, que tinha fugido do país natal por estar ameaçado de morte, viu uma jovem do seu barco. Ele desembarcou na cidade para conhecer a moça. Durante um café, os dois se encontraram e foi aí que Garibaldi passou a chamar Ana de Anita.

Depois de conquistarem Laguna, as tropas republicanas queriam ir em direção ao Norte. Em outubro, Anita decidiu entrar em missão junto com Garibaldi, uma ação audaciosa e impensáveis para moças da época.

Com o fim da República Juliana o casal foi em direção ao Planalto Sul para continuar lutando pelos ideais republicanos. Durante uma luta em Curitibanos, Anita foi surpreendida e presa pelos imperiais. Contudo, durante uma distração dos guardas ela fugiu com um cavalo.

Depois das batalhas no mar e no interior de Santa Catarina, Giuseppe Garibaldi foi para o interior de São José do Norte, no estado gaúcho, lutar pelo porto de Rio Grande. Anita, grávida do primeiro filho, ficou em uma estrebaria.

Fonte: G1